Atividade Física para Pessoas com Surdocegueira:
Mediações Comunicativas Táteis e Hápticas no Contexto da Educação Física Adaptada
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17882196Resumo
A surdocegueira configura uma condição específica que demanda sistemas comunicativos próprios, sobretudo táteis e hápticos, para participação efetiva no contexto da Educação Física Adaptada. Esta revisão de literatura, com recorte cronológico de 2010 a 2024 e inclusão excepcional de Vygotsky apenas como base teórica, analisou produções técnico-pedagógicas que reconhecem o tato como linguagem e o corpo como mediador da orientação espacial, ritmo e execução motora. Os resultados demonstram que a mediação tátil não deve ser compreendida como adaptação isolada, mas como método estruturante de aprendizagem e de vivência do movimento. Neste trabalho na seção de Resultados e Discussão, aprestamos três quadros onde o Quadro 1 – Síntese Interpretativa apresenta a articulação entre linguagem tátil, propriocepção e ação motora. O Quadro 2 – Protocolos Táteis e Hápticos de Comunicação para a Prática Corporal reúne códigos táteis que substituem instruções visuais e auditivas na organização do deslocamento, do ritmo e do ajuste postural. O Quadro 3 – Atividades Físicas Adaptadas com Mediações Táteis e Hápticas dispõe de exemplos aplicáveis à prática docente, contemplando condução guiada, texturas, sinalização rítmica e materiais táteis de referência. Conclui-se que a comunicação tátil, quando adotada de forma estruturada e contínua na Educação Física Adaptada, favorece a participação motora, a compreensão do espaço e a permanência ativa da pessoa com surdocegueira nas experiências corporais propostas.