Inclusão E Extensão Universitária:
Interfaces Formativas E Compromisso Social Da Educação Superior
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17882272Resumo
A extensão universitária, regulamentada pela Resolução CNE/CES nº 7/2018 e reforçada pela Meta 12.7 do Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014), consolidou-se como dimensão formativa essencial da Educação Superior, articulando-se de maneira indissociável ao ensino e à pesquisa. No contexto contemporâneo, a extensão assume papel estratégico no fortalecimento da inclusão, sustentada pelos princípios da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que assegura condições equânimes de participação, acessibilidade e permanência no ambiente acadêmico. O presente estudo analisou documentos legais e referenciais teóricos sobre inclusão e extensão, evidenciando que a universidade, ao compreender a diversidade como eixo estruturante, amplia sua função social e rompe com práticas assistencialistas, reconhecendo sujeitos historicamente marginalizados como cocriadores do conhecimento. Os resultados demonstram que, embora a normatização tenha avançado na direção de uma universidade mais democrática, desafios persistem, especialmente no que se refere à formação docente, financiamento, acessibilidade comunicacional e acompanhamento sistemático dos projetos extensionistas. Conclui-se, portanto, que a extensão inclusiva representa não apenas exigência legal, mas compromisso ético e político da instituição formadora, reafirmando sua responsabilidade social e seu papel transformador na democratização do conhecimento.