MISOGINIA NAS REDES SOCIAIS E O IMPACTO NA FORMAÇÃO IDENTITÁRIA DE ADOLESCENTES
uma análise sobre comportamento e naturalização da violência de gênero
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23828156Palavras-chave:
adolescência, misoginia, redes sociaisResumo
O presente estudo analisa a influência dos discursos misóginos disseminados nas redes sociais na formação da identidade e da subjetividade de adolescentes, com ênfase nas comunidades associadas à ideologia Red Pill, termo oriundo da cultura digital e posteriormente ressignificado por grupos masculinistas para designar uma suposta “tomada de consciência” sobre as relações de gênero. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza básica e com objetivo exploratório, sendo desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e análise de conteúdo. Os resultados indicam que a exposição contínua a conteúdos misóginos pode impactar negativamente a construção da identidade juvenil, favorecendo a internalização de padrões de masculinidade hegemônica baseados na dominação, na rejeição da vulnerabilidade e na desvalorização do feminino. Além disso, observa-se que esses discursos podem contribuir para a naturalização da violência de gênero, especialmente quando associados a contextos de fragilidade emocional e busca por pertencimento social. Conclui-se que as redes sociais atuam como importantes mediadoras da subjetividade contemporânea, sendo fundamental o desenvolvimento de estratégias educativas e psicossociais que promovam o pensamento crítico, a equidade de gênero e relações mais saudáveis entre adolescentes.
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