O KARATÊ COMO INSTRUMENTO DE DEFESA PESSOAL E POLÍTICA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Autores/as

  • Beatriz Carlota dos Santos Cabral

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.23827924

Resumen

A violência contra a mulher constitui um grave problema social e uma das principais violações dos direitos humanos, exigindo a adoção de estratégias eficazes de prevenção, proteção e enfrentamento. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar o Karatê-dō como instrumento de defesa pessoal e estratégia preventiva no enfrentamento à violência contra a mulher. A pesquisa foi desenvolvida por meio de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, utilizando-se de método bibliográfico para a análise de obras relacionadas ao Karatê-dō, à defesa pessoal, à violência de gênero, ao feminicídio e às políticas públicas voltadas a proteção dos direitos das mulheres. Os resultados indicam que o Karatê-dō ultrapassa a dimensão esportiva e competitiva das artes marciais, contribuindo para o fortalecimento físico, emocional e psicológico das praticantes. Além do aprendizado de técnicas de autoproteção, a modalidade promove o desenvolvimento da autoconfiança, da disciplina, do autocontrole, da percepção de risco e da autonomia feminina. A análise também demonstra que a violência contra a mulher possui caráter estrutural, estando associada a relações históricas de desigualdade de gênero, o que reforça a necessidade de políticas públicas preventivas e educativas. Conclui-se que o Karatê-dō pode atuar como importante ferramenta complementar de prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher, especialmente quando integrado a projetos sociais e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da autonomia feminina, sem que isso implique a transferência da responsabilidade pela violência às vítimas.

Publicado

2026-10-31

Cómo citar

Cabral, B. C. dos S. (2026). O KARATÊ COMO INSTRUMENTO DE DEFESA PESSOAL E POLÍTICA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. SICEx Revista Eletrônica Da Semana De Iniciação Científica E Extensão, 2(3), 141–150. https://doi.org/10.5281/zenodo.23827924